Estudos: Manifestações do inconsciente Chistes e Atos Falhos

 Freud percebe que nenhum acontecimento é em vão. Tudo tem uma causa mesmo que nós não saibamos. Essa causa pode ser encontrada no inconsciente, mas não de maneira consciente. Vamos conversar mais sobre isso.

Tudo o que acontece em nossa vida fica registrado em nosso corpo, nosso cérebro e nossa mente, ou seja, registros conscientes e inconscientes. O que é consciente são todas as lembranças que temos, aquilo que sabemos de forma direta, nos vêm a memória. O inconsciente é o que podemos descobrir de forma indireta, o que nós sabemos, mas não temos consciência. Estão armazenados em algum lugar que não sabemos como acessar diretamente, geralmente são os nossos traumas e dores mais profundas.

Para acessar o inconsciente não é tão fácil e não depende da nossa vontade. Mas temos mecanismos que nos permitem acessá-lo, mas para isso precisamos também compreender que não são acasos, mas recados e manifestações desse inconsciente. Falarei de dois deles: chistes e atos falhos.

O chiste e o ato falho são ideias recalcadas no inconsciente, questões que não validamos como
corretas, traumas, crenças e até padrões de comportamentos que recebemos e que estão sob
pressão pedindo passagem e o que as diferencia é a forma como manifestamos essa informação.

Chiste é comumente confundido com piada, mas nem toda piada é chiste. Já o ato falo se confere no lapso, naquele sem querer, a confusão na leitura ou na palavra dita.

O chiste imprime em tom de brincadeira, de sarcasmo e normalmente agressivo o que sente ou pensa, pois, esse conteúdo geralmente não é bem aceito ou visto como correto.

O ato falho é quele dito sem querer, o que me escapa, a palavra que confunde quando se lê ou se fala, mas pode também ser percebido em atitudes de corporais. Aliás os atos falhos se dividem em três: motora, memória e linguagem.
Motora é o cair, tropeçar, escorregar, sentar-se em uma cadeira que já tem alguém, esbarrar na pessoa.
Memória é o esquecimento das palavras, do que estava falando.
Linguagem é o confundir as expressões, trocas de fonemas, gagueira.


Um exemplo de ato falho é a Fátima Bernardes trocando os nomes na live.


Encerro essa resenha deixando uma observação como exemplo para diferenciá-los: duas pessoas conversam e uma diz algo “que não queria dizer”, se aquele que escuta ri, o dito tornase então um chiste, porém se não tem riso e gera um constrangimento para o que diz, isso se torna um ato falho.

Percebe-se então que do lapso, do sem querer, pode virar um chiste e o contrário também pode ocorrer. Ou poderíamos dizer que o chiste ficaria a cargo do emissor do conteúdo e o receptor percebe como um ato falho?

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